Maranhão Vale Festejar
Durante todo o mês de julho, dezenas de manifestações populares como o Bumba-meu-boi, com os seus sotaques de Orquestra, Zabumba, Matraca e Costa de Mão, brincadeiras como o Cacuriá, Quadrilhas, Dança do Coco, Dança do Lelê e o Tambor-de-Crioula mostram a força e a diversidade da cultura maranhense, encantam o público com os seus ritmos, danças e músicas, além da riqueza de cores dos trajes e fantasias dos milhares de artistas populares que criaram esse espetáculo. oferece aos maranhenses e aos milhares de visitantes a oportunidade de conhecer a beleza e a diversidade cultural do Maranhão.
O Bumba-meu-boi
Folguedo de maior expressão da cultura maranhese, o Bumba-meu-boi surgiu no período econômico deniminado Ciclo do Gado, celebra a vida na ressurreição do boi que também, simboliza o poder e a propriedade.
Atendendo ao desejo da negra Catirina de comer a língua do boi, o negro Chico (chamado também, Pai Francisco) mata o boi mais bonito da fazenda. Após briga e discussões, com apelo de pajelanças e magias, o boi ressuscita e tudo termina em festa.
A teatralização do auto, reúne: dança, literatura, música e artesanato. São persongens desse auto, o Amo (proprietário da fazenda), índios, cabocos de penas e de fita, as burrinhas, os vaqueiros e cazumbás.

Bois da Ilha
Também chamada de Bois de Matraca, pedaço de madeira que é batido contra o outro, fazendo contraponto à percussão dos pandeiros, cobertos com couro de bode. Os matraqueiros e os pandereiros, como são chamados, acompanham e cantam toadas puxadas pelo Amo. O mugido do boi e representado pelo som do tambor-onça, enquanto o maracá, instrumento símbolo do cantador, e marca da sua liderança.
Esse sotaque tem maior número de Brincantes e personagens, como burrinhas, os tapuias, os caboclos de pena e fita, ou rajados, o caipora, o doutor, o pajé, a mãe Catirina e o Pai Francisco.
Bois de Cururupu (Costa de Mão)
O sotaque de pandeiro de costa de mão só existe em Cururupu nas "reentrâncias maranhenses". A sua característica principal: os pandeiros são tocados com as costas da mão por 20 a 30 brincantes.
Bois de Zabumba
São caracterizados pelo uso do seu principal instrumento a zabumba – grande tambor, de metal ou madeira, percutindo com uma baqueta, tendo como contraponto o repenicar dos tamboritos, mais agudos, e batidos com as pontas dos dedos, em ritmo frenético. A indumentária principal dos homens é composta por peitorais e saiotes de veludo, ricamente bordados com canutilhos e miçangas. Os grupos de zabumba são originários da região da Baixada, especialmente dos municípios de Cururupu e Guimarães.
Bois de Pindaré
Usam a matraca, batida de forma mais suave, e os pandeiros um pouco menores que os Bois da Ilha, tocados com as pontas dos dedos.
Sua Caracterização mais importante são os grandes penachos nos chapéus dos caboclos de fita, cuja circunferência pode chegar a quase dois metros e pesar mais de dez quilos. Equilibrados nas cabeças, sua coreografia é elegante e vistosa, num bailado em que os brincantes, com destaques para índios, flecham-se me círculo, dando as costas para o público que o assiste, rodando e cantando as toadas tiradas pelos Amos.
Bois de Orquestra
Grupo que incorporam instrumentos de sopro, como saxofones, pistões, trombones, clarins, clarinetas, além de banjos, bumbos e pequenos maracás, tocados pelos vaqueiros, que dançam em cordões, lada a lado, frente às mulheres, com as índias no centro da roda, junto ao boi.
O lirismo de suas canções é bastante apreciado, com destaque para as toadas que cantam o amor, a natureza, o luar e as estrelas.
Cacuriá
O Cacuriá é uma dança de roda animada por instrumento de percussão. Tem origem na Festa do Divino Espírito Santo, quando após a derrubada do mastro, as caixeiras se reúnem para brincar. Os instrumentos são as caixas (pequenos tambores), que acompanham a dança, animada por um cantador ou cantadora, cujos versos improvisados são respondidos por um coro formado pelos brincantes. Em São Luís, o cacuriá é uma dança típica dos festejos juninos.
Dança Portuguesa
Introduzida pelos portugueses no período colonial, ficou raízes no Maranhão primeiramente nas instituições tradicionais de ensino, estimulada pelos professores e pais de alunos. É formada por pares de dançarinos que evoluem ao som da música típica portuguesa, com riquíssimos figurinos de época. Hoje espalhada nos bairros de São Luís, e em outros municípios, existem mais de cem grupos em atividades.
Dança do Coco
Dança do Coco é uma dança de roda, cantada. Os instrumentos são pandeiros, ganzás, cuícas, e o bater de palmas das mãos. Nasceu no Maranhão, criada pelos trabalhadores que iam fazer a coleta do coco babaçu. Os brincantes carregam cofos e a machadinhas e a coreografia imita o trabalho nos babaçuais.
Dança do Lelê ou Péla Porco
Dança de salão de origem européia, provavelmente francesa, chegou a Maranhão no século XIX. Os grupos de lelê costumam apresentar-se nas festas do Divino Espírito Santo, no período junino, no mês de agosto, em louvor a São Benedito e de dezembro, para a Nossa Senhora da Conceição. O conjunto musical, é formado por violão, cavaquinho(ou banjo), rabeca e pandeiro.
Os brincantes formam pares, liderados por um mandante, que coordena brincadeira. O primeiro par é chamado de cabeceira de cima e o último cabeceira de baixo. Os cânticos geralmente improvisados, são divididos em quatro partes: chorado, dança grande, talavera e cajueiro
Tambor de Crioula
Folguedo de pura tradição negra, praticado exclusivamente no Maranhão. Bastante popular, é tocado em louvor a São Benedito, o Santo Preto.
A dança é alegre e sensual, marcada pela punga ou umbigada, e o ritmo, forte e empolgante. Os cânticos são acompanhados por três tambores - crivador, tambor e socador – feitos de tronco de árvores e couro de animal, e matracas, batidas contra o próprio corpo do tambor.
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